quinta-feira, 19 de junho de 2014
A pequena Azaleia
Azaleia costumava deformar o pôr do sol.
Com seu abridor de manhãs rasgava o horizonte a libertar passarinhos.
Antes que o orvalho precipitasse a secar, sorvia-o integralmente em sua memória.
Hoje Azaleia mora na minha.
É uma menina danada, de riso maroto.
Credencia suas pequenas glórias ficando com sono e recostando em meu ombro esquerdo.
Diz que tem uma amiga mariposa que fica em frenesi batendo as asas quando ela cantarola.
Convencida que seu maior pecado foi rir na contramão, Azaleia dá-me a mão e alucina as estrelas.
Gosta de trocar as vogais das palavras e secreta-me que é difácil viver.
Eu acredito...
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