Uma cerejeira na esquina
Alguém viu a tolerância?
Dobrou a esquina,
foi lá pra cima.
Alguém viu, a tolerância?
Dois corações amassados
numa caixa de sapato,
laços de nuvem emoldurados
execrados pelo cansaço.
No ímpeto do afago ligeiro
as coisas passam
e não percebemos.
Alguém, viu a tolerância?
Na corriqueira respiração
quebrou o diamante do mendigo
foi vendida no saco de pão
como migalha, verdade e abrigo.
Ah, alguém viu a tolerânia?
Acabou de passar,
como vômito em forma de ânsia.
sexta-feira, 15 de julho de 2011
sábado, 25 de junho de 2011
Corpo, um pouco de êxtase e parodoxo
......................
Um encontro.
Um cheiro.
Um sentido.
Dois encontros.
Dois cheiros.
Dois sentidos.
Dois olhares.
Dois gestos.
Dois abraços.
Três encontros.
Três cheiros.
Três sentidos.
Três olhares.
Três gestos.
Três abraços.
Três aflitos ruídos.
Três sopros,
três gemidos.
Simbologia
O número 3 tem uma grande importância simbólica de união e equilíbrio, aparecendo na Santíssima Trindade, nos três poderes (jurídico, executivo, legislativo), em Os três mosqueteiros, os Três Porquinhos etc, sendo recorrente sua presença na literatura e nas artes.
Três também é um número chave da democracia, pois é a quantidade mínima de pessoas necessárias para que se consiga tomar uma decisão em grupo.
Também é conhecido sexualmente em Ménage à trois.
O três também é usado como pedido de socorro. Para pedir socorro no deserto ou em alguma outra região, basta fazer três fogueiras, porque três é um código mundial.
Um encontro.
Um cheiro.
Um sentido.
Dois encontros.
Dois cheiros.
Dois sentidos.
Dois olhares.
Dois gestos.
Dois abraços.
Três encontros.
Três cheiros.
Três sentidos.
Três olhares.
Três gestos.
Três abraços.
Três aflitos ruídos.
Três sopros,
três gemidos.
Simbologia
O número 3 tem uma grande importância simbólica de união e equilíbrio, aparecendo na Santíssima Trindade, nos três poderes (jurídico, executivo, legislativo), em Os três mosqueteiros, os Três Porquinhos etc, sendo recorrente sua presença na literatura e nas artes.
Três também é um número chave da democracia, pois é a quantidade mínima de pessoas necessárias para que se consiga tomar uma decisão em grupo.
Também é conhecido sexualmente em Ménage à trois.
O três também é usado como pedido de socorro. Para pedir socorro no deserto ou em alguma outra região, basta fazer três fogueiras, porque três é um código mundial.
quinta-feira, 2 de junho de 2011
O tráfego da lua
O incompreensível cintila pelas frestas,
arrepio na altura da vértebra distraída.
A cortina do absoluto desviada em arestas
e a loucura incendeia o solo da saída.
Se apenas um passo me resta,
escolho o caminho lúdico da vida.
Brindo com sangue a festa
de minha sutil despedida.
O sonho se alimenta da fenda mestra,
e o golpe do orvalho na ferida,
nutre a mão destra
dos garranchos dessa vida...
11.06.2005 - 23:55
arrepio na altura da vértebra distraída.
A cortina do absoluto desviada em arestas
e a loucura incendeia o solo da saída.
Se apenas um passo me resta,
escolho o caminho lúdico da vida.
Brindo com sangue a festa
de minha sutil despedida.
O sonho se alimenta da fenda mestra,
e o golpe do orvalho na ferida,
nutre a mão destra
dos garranchos dessa vida...
11.06.2005 - 23:55
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Divagar
Os ávidos assuntos congelam as palavras
que se desfazem em respiração ofegante.
O que se quer alcançar na janela do imediato?
Antes mesmo de aquecer a comida já foi retirado o prato.
O que significa perder tempo?
Se o fruto amadurece em seu momento.
Nos enforcamos nas cordas do destino
pela pressa da comunhão perfeita.
Nunca presenciei flor de segundo,
nem formiga de minuto,
ou borboleta de anos - luz...
O reflexo de um olho em êxtase
abriga ampulhetas e séculos inteiros.
Perecemos com as perguntas no anseio das respostas!
que se desfazem em respiração ofegante.
O que se quer alcançar na janela do imediato?
Antes mesmo de aquecer a comida já foi retirado o prato.
O que significa perder tempo?
Se o fruto amadurece em seu momento.
Nos enforcamos nas cordas do destino
pela pressa da comunhão perfeita.
Nunca presenciei flor de segundo,
nem formiga de minuto,
ou borboleta de anos - luz...
O reflexo de um olho em êxtase
abriga ampulhetas e séculos inteiros.
Perecemos com as perguntas no anseio das respostas!
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Sonata para um homem disperso
Perto do osso a carne é mais delgada,
assim como perto do fim o entendimento é mais vívido,
pois é desnecessário,
a beirar o esquecimento.
Vivemos quando da enunciação do cortejo fúnebre.
Decido não aguardar a prolatação do tempo de relógio.
Quero agarrar o momento já como predador faminto
à frente de seu suculento cervo saltitante.
Esse desejo de possuir o instante para que não se esvaia...
A carne da palavra amor só fica explícita
na eclosão do embrião-dor.
Melhor proteger a retina de uma grande verdade que do sol!
Findo minha busca quando ela se torna inacessível
à mágica do esplendor.
Meu sangue é inquieto.
O coágulo moroso.
Se querer é esperar,
trafico meus sentimentos para um dia encontrar,
nem que tenha com isso que iludir o verbo amar.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
lavrador
http://www.youtube.com/watch?v=D9G_OLIsNIU&NR=1&feature=fvwp
Deixar que a poeira
desça aos pés
sem que sufoque a
construção do
hoje.
E os fatos,
incômodos imóveis
sem destituir meu
tangir.
Meus vícios de taberna
afugentam o calçado
incompreensível.
Em hiato o
deitar-se fica
corrompível.
Onde lavro minha
hemácia,
há esperança que
cresça
grama gris,
sem necessidade de
passagem das estações,
ja nascida impermeável,
sem desassossego.
Desamparo
de colheita imediata,
força o exercício da pressão.
Deixar que a poeira
desça aos pés
sem que sufoque a
construção do
hoje.
E os fatos,
incômodos imóveis
sem destituir meu
tangir.
Meus vícios de taberna
afugentam o calçado
incompreensível.
Em hiato o
deitar-se fica
corrompível.
Onde lavro minha
hemácia,
há esperança que
cresça
grama gris,
sem necessidade de
passagem das estações,
ja nascida impermeável,
sem desassossego.
Desamparo
de colheita imediata,
força o exercício da pressão.
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Toda sinapse precisa de massagem. http://www.youtube.com/watch?v=CBd-rXsFOhQ&NR=1
Umas roupas amontoadas no canto, uma taça de vinho quase acabada, quase...
Umas roupas amontoadas no canto, uma taça de vinho quase acabada, quase...
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Bula do bom entendedor
http://www.youtube.com/watch?v=5T5991AXPJQ&feature=related - este texto harmoniza com essa cancão...!
Tem algum sentido ?
o desejo: pobre abrigo [!].
Tem algum sentido?
sentinela desapercebido,
evoca o grito;
mito. . .
Tem algum sentido?
verdade ou castigo!
sugestão do apelo matutino.
Para quem eu minto?
palavra do apocalíptico,
sem sentido,
num caderno reassumido,
aplauso desmedido.
Para que?
se o sofrimento é aflito no jardim de tulipas...
Tem algum sentido?
tudo é infinito
Qual o sentido explícito?
flores do jazigo!
Não? Livre arbítrio...
será a venda do lírio...$
Quem é você?
Tem algum sentido???...
Epifania
http://www.youtube.com/watch?v=h5ddqniqxFM&NR=1 - esta canção harmoniza com o texto!!!
Acordei. Estava frio. Era hora de deixá-la. Um cachorro me seguia. Depois de um tempo eu passei a segui-lo. Bati em uma porta de ferro preta. Precisava entrar. A curiosidade me impelia a encontrá-la. Fiz tudo que podia durante segundos a fio. Nada me consolava mais que um trago daquele vinho. Atrasei-me um pouco. Ela parecia uma imagem borrada de um sonho. Fiz de tudo que pude para tentar acompanha-la. Deveríamos transar mais vezes. Realmente os drinques estavam muito bem preparados. Senti um vazio de concha naquele instante. Até o barulho me soava comum. Uníssono. Rasguei aquela foto que sempre levava comigo. Ouvi alguém comentando para não ser tão rude. Deveria entender o sussurro das borboletas. Sentia-me cansado. Precisava lhe falar que estava cansado. Meus olhos pesavam em cima da mesa. Sonhava com o mar e sua inquietude transparente. No fundo sabia que nem isso me acalmaria. Carregaria o inferno para qualquer lugar. Logo depois, minha família à mesa chamando-me para almoçar com eles. Estava nu. Carregava ao peito uma jóia que parecia um mármore. Azul. Pedi que reservassem um pouco de arroz apenas. Não tinha apetite. Uma sensação estranha dominava-me. Estava em algum lugar anoitecendo. Olhava para a água que parecia poluída, turva. Comecei a andar por um píer com umas palafitas. Tomava muito cuidado com medo de cair na água. Naquele ângulo estava muito límpida, dava para ver o leito. Creio que um parente falecido e outra pessoa estavam ao meu lado, quando uma serpente passa nadando por baixo de nós. Era uma cobra densa, vistosa. Ligo o ventilador. Sinto muito calor. Uma mosca entra pela janela. Ouço palavras distorcidas de um televisor preto e branco. Vez por outra a imagem é cortada, como na vida de quem caminha na contramão. Observo uma névoa estática através dos feixes de sol que começam a penetrar pelos vãos. São insistentes. Canso-me. Entediado ganho os contornos da rua. Retorno e não havia mais sol no quarto. Apenas um vaga-lume que saia pela janela.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Assim nasce...rompendo a casca!
Início. Em todo início há esperança e luto, pois aqui nasce algo que não sei onde vai dar, e ao mesmo tempo, morre um tipo de invisibilidade, clandestinidade, das noites vagas e infindáveis; um resquício de romantismo à espreita do poeta só e que o conecta a tudo que o circunda.
Penso o que escrever para inaugurar esse instrumento tão demorado a se concretizar. Há tempos algumas pessoas encorajam-me a criar essa ferramenta para interagir e dar um sentido vivo aos versos. Retirar minhas poesias, divagações e delírios, dos papéis de bar, canhotos, recibos, pedaços etc.
Gostaria que esse espaço fosse solo fértil a discussões, conversas, revoltas, desconfortos, erros, possibilidades, pois acredito que assim conseguimos evoluir como humanos, frágeis, precários, experimentais, verdes e inacabados, em contraposição a manada vigente que sem perceber acaba por reproduzir o exercício arbitrário do poder, o cinismo hipócrita, o moralismo fetichista e destrutivo, as idéias reacionárias e hiper dimensionadas, todos caminhando para o mesmo abatedouro, lugar esse da uniformidade, aceitação, dos seres precisos e sem dúvidas, os ditadores da verdade, perfeição, soberba e realidade.
É isso, assim que nasce...rompendo a casca! Um passo a frente e voce não está mais no mesmo lugar! Inspiração e voz ativa antes que herdemos apenas os escombros!
Agradeço de antemão a todos que seguem comigo nessa breve e fantástica experiência chamada VIDA!
Penso o que escrever para inaugurar esse instrumento tão demorado a se concretizar. Há tempos algumas pessoas encorajam-me a criar essa ferramenta para interagir e dar um sentido vivo aos versos. Retirar minhas poesias, divagações e delírios, dos papéis de bar, canhotos, recibos, pedaços etc.
Gostaria que esse espaço fosse solo fértil a discussões, conversas, revoltas, desconfortos, erros, possibilidades, pois acredito que assim conseguimos evoluir como humanos, frágeis, precários, experimentais, verdes e inacabados, em contraposição a manada vigente que sem perceber acaba por reproduzir o exercício arbitrário do poder, o cinismo hipócrita, o moralismo fetichista e destrutivo, as idéias reacionárias e hiper dimensionadas, todos caminhando para o mesmo abatedouro, lugar esse da uniformidade, aceitação, dos seres precisos e sem dúvidas, os ditadores da verdade, perfeição, soberba e realidade.
É isso, assim que nasce...rompendo a casca! Um passo a frente e voce não está mais no mesmo lugar! Inspiração e voz ativa antes que herdemos apenas os escombros!
Agradeço de antemão a todos que seguem comigo nessa breve e fantástica experiência chamada VIDA!
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