Quando somos?
Se o que somos
são os andaimes
Do tempo em
deterioração...
Empreendimento
magistral
da lama?
(ou do barro...)?
A crista pálida
da cega
devoção
é o marco.
Criva vínculos
parasitas
na contemplação
da chegada
A lugar algum
(ou nenhum...)?
Sou o espectro
do seu olhar
Ofuscando o
perfume prolatado
Pelo inexorável suor
que te domina
Queima seus cílios
de seda...
[...]
Agora,
o coração se suja,
impregnado
pela baba lisérgica
da luxuria
A putrefação do papel
em decomposição,
O seco esperma
p
e
r
dido na perna...
Mas quando seremos?
Se serenos
vagueiam na razão
do arco-íris...
Em períodos profiláticos,
máquinas decrepitam
o enterro da Soma do Eu:
Lúgubre terno tedioso e vadio
emplastrando palavras
Que digerem bocas...
No café da manhã
ministrados soníferos audazes
De infindável duração...
soníferos audazes
de infindável duração...
soníferos audazes
de infindável duração...
Somos?