quarta-feira, 15 de julho de 2015
O oceano do corpo encontra sua ilha sonífera
O vinco da cadeira de plás
ti co,
o re lógio deparede
ainda com pilhas
tic
tac toc tum bum
toc
tac tic tic
toc
o som har mônico
balbuciado de caixas
inacústicas...
cor ria numa velo cidade que
as pernas vergavam para
frente,
ao recostar na
pol trona,
seu copo de café com conhaque
ver
teu...
domingo, 5 de julho de 2015
quinta-feira, 11 de junho de 2015
Singular
Existem pessoas em nossas vidas
Que precisam apenas de um olhar
Aquele brilho que graceja manso
E sempre retorna quando fechamos a janela para sonhar...
Existem pessoas que transfiguram nosso tempo
Estão além de um momento da estrada
Queremos colocar uma poltrona no vagão
E leva-las para sempre em nossa viagem pela vida...
quarta-feira, 20 de maio de 2015
quinta-feira, 7 de maio de 2015
êmu
F r
Pala
fita (937)
Aos meus engodos de caverna,
O odor FÉTIDO
quando fico DESERTO
contrasta com o ELIXIR
TÉPIDO
quando estou em
SILÊNCIO
(desperto).
Exalo perfume ÍNTIMO
ao parar num ÁTIMO
de reagir AUTOMATO
a qualquer PÉRFIDO
ESTÍMULO.
Comodatário ATÔNITO
respondo TRÊMULO
ao comando TÁCITO
do que eclode
TRÔPEGO.
Livro-me PLÁCIDO
quando não me iludo RÁPIDO
ao veneno DÚCTIL
que me espreita
LÁBIL.
que sutilmente tornem-se táteis...
domingo, 19 de abril de 2015
bumerangue de uivos
O cerrado mistério dos
olhos
apreensivos.
O vai e vem dos
aplausos,
conferências,
doenças que
dizimam.
Sempre as mãos
erguidas ao céu,
descobertas alquímicas
e os mesmos santos.
Fêmeas
transeuntes do ato,
gérberas
e poluções.
Os vícios a marcar
de dentro,
os jogos
e muros contingentes.
Contextos e famílias
a sobrepor,
credenciais de plástico
e danças folclóricas...
Tudo vários,
tudo Um,
tudo Nós...
sexta-feira, 10 de abril de 2015
Latas arrastadas (codeína telúrica)
Desimportantifique-se.
É menos venéreo ser reconhecido pelo que não se é.
Não cosa um tapete para cada lugar que visitas.
Desaprenda a urgência habilitada a veste.
Seja anfitrião da nudez que hábil pousa.
Ao polir a ferradura que em pegada nomeia a terra,
fazes como o barqueiro que tendo remos naufraga ensacando peixes.
Enquanto esganeia-se em carimbar o vento,
escorre pelo intervalo o néctar do momento.
Tome doçura como alcova e cicuta para febre.
Coma urtiga por um tempo.
Acrescente flor de lótus como costura ao coração.
Dispa-se do lodo que emulsifica tua aparência sintética.
O peso do fórceps e o calar da noite dimensionam o tempo
sem rastelo ou pensamento.
E uma faísca não pode enamorar cimento (a pronúncia desencoraja o substantivo!)
Qual a primazia de um sorriso tatuado, indelével do próprio escarnecer?
Há duas abelhas mortas no frio azulejo da sala.
Formigas começam a tateá-las.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
Janela
Janela.
Forma retangular que evoca passagens infindáveis.
Tece manhãs de quem não precisa sair
e dos que não conseguem.
Torna-se a linha entre o aguardado
e o que se guarda.
As lágrimas que ali caem,
ao misturar com a chuva,
libertam a escorrer para o Todo.
Dali vê-se quão diminutos
encarcerados humanos.
Real dimensão do que
alinha em fim...
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