Janela.
Forma retangular que evoca passagens infindáveis.
Tece manhãs de quem não precisa sair
e dos que não conseguem.
Torna-se a linha entre o aguardado
e o que se guarda.
As lágrimas que ali caem,
ao misturar com a chuva,
libertam a escorrer para o Todo.
Dali vê-se quão diminutos
encarcerados humanos.
Real dimensão do que
alinha em fim...