sexta-feira, 15 de julho de 2011

                                           Uma cerejeira na esquina



Alguém viu a tolerância?
Dobrou a esquina,
foi lá pra cima.

Alguém viu, a tolerância?
Dois corações amassados
numa caixa de sapato,
laços de nuvem emoldurados
execrados pelo cansaço.
No ímpeto do afago ligeiro
as coisas passam
e não percebemos.

Alguém, viu a tolerância?
Na corriqueira respiração
quebrou o diamante do mendigo
foi vendida no saco de pão
como migalha, verdade e abrigo.

Ah, alguém viu a tolerânia?
Acabou de passar,
como vômito em forma de ânsia.

3 comentários:

Mayra Ruiz disse...

Dani,

Se a sua intenção com essa poesia era fazer quem a lê-se pensar... Conseguiu...

3 Beijokinhas!!!

Anônimo disse...

hum...amei

Anônimo disse...

Caro Daniel,
Muito interessante o seu blog! Excelente conteúdo!
Gostei muito dos poemas/ poesias, conforme critério de distinção adotado (rs).
Não sabia que você tinha esse dom (são para poucos).
Desejo que essa sua genialidade continue aflorando cada vez mais.

Um grande abraço
Alexandre (fmb)