quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Hóspedes do sonho




Quando somos?


Se o que somos
são os andaimes
Do tempo em
deterioração...

Empreendimento
magistral 
da lama?
(ou do barro...)?

A crista pálida
da cega 
devoção
é o marco.

Criva vínculos
parasitas
na contemplação
da chegada
A lugar algum
(ou nenhum...)?

Sou o espectro
do seu olhar
Ofuscando o
perfume prolatado
Pelo inexorável suor
que te domina
Queima seus cílios
de seda...

[...]

Agora,
o coração se suja,
impregnado
pela baba lisérgica
da luxuria
A putrefação do papel
em decomposição,
O seco esperma
p
 e
   r
    dido na perna...

Mas quando seremos?

Se serenos
vagueiam na razão
do arco-íris...

Em períodos profiláticos,
máquinas decrepitam
o enterro da Soma do Eu:

Lúgubre terno tedioso e vadio
emplastrando palavras
Que digerem bocas...

No café da manhã
ministrados soníferos audazes
De infindável duração...

soníferos audazes
de infindável duração...

soníferos audazes
de infindável duração...

Somos?

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