quinta-feira, 2 de junho de 2011

O tráfego da lua

O incompreensível cintila pelas frestas,
arrepio na altura da vértebra distraída.
A cortina do absoluto desviada em arestas
e a loucura incendeia o solo da saída.

Se apenas um passo me resta,
escolho o caminho lúdico da vida.
Brindo com sangue a festa
de minha sutil despedida.

O sonho se alimenta da fenda mestra,
e o golpe do orvalho na ferida,
nutre a mão destra
dos garranchos dessa vida...

                                               11.06.2005 - 23:55

Um comentário:

Mayra Ruiz disse...

Dã...

Adorei... Principalmente o nome O Trafego da Lua... E no final o Capitão Gancho ou é o Gancho do "Panico"... (brincadeirinha)... rsrsrs...

A cada dia que passa me encanta mais ver suas poesias... Em pensar que você escreveu isso a tanto tempo e eu nunca li...

Beijokinhas!!!