sexta-feira, 27 de maio de 2011

Divagar

Os ávidos assuntos congelam as palavras
que se desfazem em respiração ofegante.

O que se quer alcançar na janela do imediato?
Antes mesmo de aquecer a comida já foi retirado o prato.

O que significa perder tempo?
Se o fruto amadurece em seu momento.

Nos enforcamos nas cordas do destino
pela pressa da comunhão perfeita.

Nunca presenciei flor de segundo,
nem formiga de minuto,
ou borboleta de anos - luz...

O reflexo de um olho em êxtase
abriga ampulhetas e séculos inteiros.

Perecemos com as perguntas no anseio das respostas!

5 comentários:

Priscilia Spa disse...

As pessoas andam mesmo com pressa, querendo as coisas no seu tempo e do seu jeito. Ao mesmo tempo que estão voltadas para o externo e para o ter, perdem-se em seu egoístico querer. E se esquecem de que a natureza tem o seu curso, o seu desenvolver, o seu ciclo de começo, meio e fim. Tem muito significado esse poema para mim!

Mayra Ruiz disse...

Dã...

Até parece que esse poema foi eu que encomendei... Você me fez ver que eu preciso as vezes parar um pouquinho...

Beijokinha!!!

Alice Gomes disse...

Você não existe!!!!
rsrs

Beijos

Anônimo disse...

parabens moçinho amei...

Anônimo disse...

Hj faz tanto sentido.