à minha querida vó,
Cuidado que não se expressa em palavra.
Refúgio que acalenta e conforta.
Cheirinho que traz à memória paz, fome e sossego.
Dos quitutes bronzeados ao forno,
o calor enternecido de mãos sedosas que afagam,
aveludadas pelo tempo que escapa.
Da envergadura arqueada
tem-se a atenção felina
de quem foi moldada
para observar o que esta ao redor.
Do alto do ombro pequeno e caído
surge a dimensão do mais tenro travesseiro
(aroma de leite de rosas!),
tão mágico que é capaz de enxugar lágrimas desavisadas.
Avó é esquecer-se em primazia.
É a arte do tempero único que adoça ao choro.
A pitada de sal que faz o riso rasgar a cara.
O contentamento simples em ouvir a última garfada a arranhar a louça.
Brilho esculpido em rugas de satisfação.
Alma que conduz o balanço do berço pela eternidade.
Olhar amoroso que aprendeu a esconder de nós o pesado fardo.
Quem duvida disso?
Vó...
É mãe ao quadrado!!!!!!!
3 comentários:
Lindo
Oi, Daniel!Lindo poema!Abraços.
Palavras cheias de ternura!!
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