(ao querido Lama Padma Santem)
Fui escrever um caminho
A ponta do lápis quebrou...
domingo, 5 de julho de 2015
quinta-feira, 11 de junho de 2015
Singular
Existem pessoas em nossas vidas
Que precisam apenas de um olhar
Aquele brilho que graceja manso
E sempre retorna quando fechamos a janela para sonhar...
Existem pessoas que transfiguram nosso tempo
Estão além de um momento da estrada
Queremos colocar uma poltrona no vagão
E leva-las para sempre em nossa viagem pela vida...
quarta-feira, 20 de maio de 2015
quinta-feira, 7 de maio de 2015
êmu
F r
Pala
fita (937)
Aos meus engodos de caverna,
O odor FÉTIDO
quando fico DESERTO
contrasta com o ELIXIR
TÉPIDO
quando estou em
SILÊNCIO
(desperto).
Exalo perfume ÍNTIMO
ao parar num ÁTIMO
de reagir AUTOMATO
a qualquer PÉRFIDO
ESTÍMULO.
Comodatário ATÔNITO
respondo TRÊMULO
ao comando TÁCITO
do que eclode
TRÔPEGO.
Livro-me PLÁCIDO
quando não me iludo RÁPIDO
ao veneno DÚCTIL
que me espreita
LÁBIL.
que sutilmente tornem-se táteis...
domingo, 19 de abril de 2015
bumerangue de uivos
O cerrado mistério dos
olhos
apreensivos.
O vai e vem dos
aplausos,
conferências,
doenças que
dizimam.
Sempre as mãos
erguidas ao céu,
descobertas alquímicas
e os mesmos santos.
Fêmeas
transeuntes do ato,
gérberas
e poluções.
Os vícios a marcar
de dentro,
os jogos
e muros contingentes.
Contextos e famílias
a sobrepor,
credenciais de plástico
e danças folclóricas...
Tudo vários,
tudo Um,
tudo Nós...
sexta-feira, 10 de abril de 2015
Latas arrastadas (codeína telúrica)
Desimportantifique-se.
É menos venéreo ser reconhecido pelo que não se é.
Não cosa um tapete para cada lugar que visitas.
Desaprenda a urgência habilitada a veste.
Seja anfitrião da nudez que hábil pousa.
Ao polir a ferradura que em pegada nomeia a terra,
fazes como o barqueiro que tendo remos naufraga ensacando peixes.
Enquanto esganeia-se em carimbar o vento,
escorre pelo intervalo o néctar do momento.
Tome doçura como alcova e cicuta para febre.
Coma urtiga por um tempo.
Acrescente flor de lótus como costura ao coração.
Dispa-se do lodo que emulsifica tua aparência sintética.
O peso do fórceps e o calar da noite dimensionam o tempo
sem rastelo ou pensamento.
E uma faísca não pode enamorar cimento (a pronúncia desencoraja o substantivo!)
Qual a primazia de um sorriso tatuado, indelével do próprio escarnecer?
Há duas abelhas mortas no frio azulejo da sala.
Formigas começam a tateá-las.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
Janela
Janela.
Forma retangular que evoca passagens infindáveis.
Tece manhãs de quem não precisa sair
e dos que não conseguem.
Torna-se a linha entre o aguardado
e o que se guarda.
As lágrimas que ali caem,
ao misturar com a chuva,
libertam a escorrer para o Todo.
Dali vê-se quão diminutos
encarcerados humanos.
Real dimensão do que
alinha em fim...
segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
terça-feira, 9 de dezembro de 2014
sexta-feira, 14 de novembro de 2014
Arrebatei um chafariz ou diamante cremoso ou charuto grisalho
Debaixo do breu da manhã oficio nuvens distraídas.
E no raso das estrelas fugidias mergulho em claro.
Os inutensílios me são mais comuns que o dia.
E noites onde me escondo é quando restou nu.
A invenção e a mentira esbarram na saia uma da outra
fazendo moça de asas.
Quitei minha casa de letras com prestações de 18 luas sem giros.
Ainda falta incomodo para sentar só.
Mesmo assim meu silêncio tem me visitado todo dia.
Ele diz que no chão não da eco.
E a umidade faz cócegas
e sussurra indecências em seus ouvidos.
Antes que a barriga do sol ganhe graça
Fertilizo o sonho com a palavra germinal.
O lápis sente o tempero
e corre para a boca do papel.
Por uma brisa não esqueço de fechar o registro dos sopros.
"É preciso transver o mundo".
À MaNoEl dE BaRrOs
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